Auto-sabotagem: adeus!

A auto-sabotagem era uma antiga conhecida minha. Diria que estava na minha vida há tanto tempo que quase podia fazer parte da minha árvore genealógica! Se eu tivesse deixado... mas não lhe podia dar hipótese! Como estás a ler este artigo - e foste intuído/a a clicar nele - imagino que também a conheças bem.

A auto-sabotagem é inerente ao comportamento do ser humano, estando presente em diversos momentos da nossa rotina diária. Não lhe dar ouvidos é um desafio complexo - mas não impossível!

Como criaturas inteligentes e conscientes, temos connosco algo único: a "voz da consciência”. A forma como ela nos fala é, muitas vezes, uma herança familiar e social que se entranha como o cheiro a gasolina! Nada como aprender a usá-la a nosso favor.

A auto-sabotagem é composta por engrenagens, ou seja, é sistêmica. Aprofundemos, então, o seu mecanismo.

O CONHECIMENTO

Os nossos cinco sentidos são aliados fundamentais da nossa qualidade de vida, mas, por vezes, são agentes infiltrados que trabalham a favor da auto-sabotagem. Isso acontece quando elegemos o caminho do prazer e do desejo como significado principal da felicidade.

Só com o desenvolvimento do conhecimento sobre este mecanismo (e sobre nós mesmos) é que conseguimos perceber mais sobre as características, bem como sobre os padrões deste comportamento.

É um trabalho de consciencialização, percepção e atenção que deve ser feito com muita humildade e em verdade. Afinal, de que vale enganarmo-nos a nós mesmos?

A CONSCIÊNCIA

É apoiados na consciência que podemos ter um amplo entendimento sobre o princípio da consequência dos nossos actos. Com base nisto, podemos perceber que a auto-sabotagem é como uma visão infantil na fase adulta.

Normalmente, uma criança orienta-se apenas pelo prazer das coisas agradáveis, tendo os seus cuidadores para lhe ensinarem o conceito de "dever". Ela quer comer chocolate, mas nem sempre quer lavar os dentes. A auto-sabotagem actua replicando este tipo de comportamento na mente do adulto: o prazer supérfluo separado do dever - principalmente se este nos deixar inseguros, ansiosos ou desconfortáveis.

Contudo, para atingirmos os nossos objetivos e rumarmos até ao nosso propósito, é importante lutar contra os impulsos de pequenos desejos efêmeros quando estes põe em causa o nosso compromisso pessoal para um equilíbrio interior e para a realização plena que tanto almejamos.

O MULTIPOTENCIAL

Sabotagem e multipotencialidade podem andar de mãos dadas - e nada como transformar a primeira aproveitando habilidades para sermos seres mutlipotenciais.

Quem se auto-sabota, tem como padrão deixar tudo pela metade. Aquelas pessoas que começam um novo projeto atrás do outro, mas nunca termina nenhum? As que abandonam um negócio para começar outro porque acredita que a felicidade está sempre no exterior? Há uma dificuldade que interfere na progressão, sendo que as novas habilidades dessa pessoa, precisa excluir potenciais anteriores para serem activadas. É abandonado tudo o que se aprendeu para se começar uma nova jornada.

Quem é multipotencial é detentor de diversas habilidades e paixões. Sendo detentores de vários e diferentes talentos e habilidades - não precisamos abrir mão delas, tornando-as inclusivas para tudo o que fazemos. Serão, na certa, muito úteis para um negócio criativo!

Os multipotenciais tendem a auto-sabotarem-se, porque nos ensinam que, durante a vida, o foco é perseguir apenas um caminho. O multipotencial fala de abundância. O sabotador, de escassez.

E se o foco fosse abrir mão de tudo aquilo que não faz sentido para nós de forma a fazermos só o que está na nossa essência? Aceitar, integrar e explorar.

Viver de forma sustentável num sítio onde as novas paixões e conhecimentos são agregados ao que nós somos apaixonados e sabemos fazer. Onde um novo potencial nunca vem para excluir - mas sempre para somar!

Agora que já olhamos de frente para estas questões, cabe a ti criar novos hábitos e padrões.

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